O Ensino on line provoca nos profissionais apenas uma das reações: amor ou ódio. Alguns são radicais, dizendo que trabalhar com ensino a distância é querer o aluno a distância. Outros advogam que qualquer curso tem que ser presencial e ainda outros admitem que o semipresencial é a solução. Sou partidária dessa última categoria, mas admito que ensinar/aprender pelo computador é fascinante.
O Ensino on line bem organizado, com plataforma adequada com uma excelente coordenação pedagógica só pode ser um sucesso como vemos acontecer nas grandes universidades ou nas empresas modernas, que tratam o assunto com muita seriedade. O que não pode acontecer é transformar tudo em on line: apostilas mal escritas ou aulas presenciais mal elaboradas que "viram" textos on line. E nem tratar o professor como mero condutor de conteúdo, falando com 50 alunos ao mesmo tempo e checando se cada um fez sua tarefa no computador. Assim só vai aumentar a carga do professor e o ensino continuará precário. O professor torna-se aprendiz junto com o aluno, construindo passo a passo o conhecimento de ambos.
Dessa forma, o método virtual para as organizações não só economiza recursos financeiros, mas também permite atingir um grande número de colaboradores em todo canto do país, com conteúdo, tutoria, coordenação, apoio tecnológico, com total ganho de qualidade. Senão as empresas que ditam as regras de mercado não investiriam em Universidades Corporativas e nessa forma de ensino.
Mas, essa não é desculpa para estudar menos, em casa ou não fazer provas. Essa modalidade de ensino levado a sério tem avaliação, encontros virtuais, trabalhos em grupo e exige não só mais disciplina do aluno e vontade e gosto pelo estudo como mais participação do professor, pois o atendimento é totalmente individual. Aliás, o foco é todo no aluno e não mais na figura do professor.
Quem é "contra" o ensino on line é porque não parou para analisar seus benefícios e nem experimentou um curso nesse campo. Ou quer viver nos moldes tradicionais de ensino-aprendizagem: fazer o aluno aprender trancado entre 4 paredes, sentado por mais de 4 horas, ouvindo uma pessoa falando e falando e depois cobrando o que acabou de dizer.
Em um país imenso como o Brasil, a educação vai definitivamente se transformar numa mercadoria sem-valia se profissionais, educadores, alunos ou até o governo continuarem a ver o ensino virtual como mais um modismo ou uma forma de burlar o ensino tradicional. "Oba, não precisamos estudar mais" é o que dirão aqueles que nada entenderam do novo caminho e uma das soluções para a educação brasileira. |